Apresentação II

Posted: January 11th, 2010 | Author: Felipe Castro | Filed under: Chuveirinho | 5 Comments »

- Stok… Stoke o quê?

- Stoke City

- Mas que time ruim, seria certamente goleado pelo Barueri.

- Não.

- Olha, é só chutão. Esses ingleses, só no chuveirinho. (falta dura de Salif Diao no adversário) Quanta brutalidade!

- Mas o Stoke City é um time organizado. E tradicionalíssimo. Foi a equipe do Stanley Matthews, pô. O Peter Shilton, que sofreu com La Mano de Dios também jogou lá. Tem mais de 140 anos de história, é o segundo time mais antigo do planeta, sabia dessa? Hein? Ah, e esqueci do Gordon Banks…

-… mas continua sendo pior que o Barueri.

(…)

O diálogo acima aconteceu entre eu e meu pai um dia após o Natal, durante uma sessão de Boxing Day que foi uma infeliz sacada durante o almoço. Seria mais oportuno se nós, amantes do futebol, tivéssemos pais um pouco mais familiarizados com um futebol inglês não-estigmatizado por Galvãos Buenos (”É só bola na área amigo”) e afins. Mas não é assim que funciona, é?

Pois quando o Daniel me convidou pra fazer parte do Chuveirinho, topei na hora. Falar de futebol na terra onde ele foi concebido é, como diria o outro, fascinante. Mas não deve ser algo que caia na mesmice dos Fab Four – os tais dos quatro grandes – ou eventuais equipes que contem com brasileiros no plantel. Tem que ser diferente, pensamos. Porque o Tottenham é muito mais do que a equipe do Gomes, bem como o Middlesbrough foi muito mais do que o time onde Juninho Paulista atuou. E tem outra: falar do esporte na Inglaterra não deve se restringir à Premier League, seus 20 ricos times e sheiks e bilionários norteamericanos no comando. A Championship e as subsequentes League One e Two, bem como as Conference Nationals, têm lá seu charme e valor, mesmo sem tanta injeção de dinheiro de fora. Você sabia, por exemplo, que a Championship, ou 2ª divisão, levou mais torcedores ao estádio do que a Série A italiana e a Ligue 1 francesa na temporada 2004/2005? Ou que a Segundona Inglesa pode ser representada na Copa do Mundo da África do Sul por atletas que atuam desde a Nova Zelândia até a Argentina – sim, a Argentina – como o meia Jonas Gutiérrez e talvez o zagueiro Fabricio Coloccini, ambos do Newcastle United?

São muitos times que, sozinhos, tem mais anos de vida que todas as agremiações do ABC Paulista juntas e, certamente, muita história pra contar. Hoje muitos desses dinossauros do futebol inglês figuram nas divisões inferiores. Algumas mais inferiores que as outras, é verdade. Como o Port Vale, tido como grande rival do Stoke City (melhor que o Barueri), que atua na League Two, quarta divisão; ou o Southampton do craque Matt Le Tissier, que às duras penas se mantém no meio da tabela da League One, equivalente à terceira divisão; e também o clube mais antigo do mundo, o Notts County, de 1863, campeão da FA Cup de 1894, hoje o quinto colocado da League Two. Clube que, aliás, inspirou o uniforme da Juventus, sabia?

Sem dúvidas, há muito o que falar. Eu, Felipe Castro, 19 anos, também não trabalho com jornalismo esportivo, a exemplo do Daniel. Mas, certamente, minha participação no Chuveirinho vai me livrar de boas tardes procurando ociosamente informações sobre o Swindon Town durante meu horário de expediente. Ou não.


5 Comentários on “Apresentação II”

  1. 1 Daniel said at 11:31 on January 11th, 2010:

    a copa pode ter um jogador da league two. o atacante KRIS BRIGHT, do shrewsbury town, foi convocado recentemente pra seleção da nova zelândia, é uma opção pra copa… bizarro demais

  2. 2 caue said at 20:17 on January 11th, 2010:

    a copa pode me ter DUMGA ME COMNVOCA pfff!!!!!!!!!!

    ssss

    muito legal pabrans dnovo

  3. 3 camilla said at 23:54 on January 11th, 2010:

    naoli

  4. 4 Andre said at 17:46 on January 13th, 2010:

    Tudo bem, é um time com história bonita e tudo mais, mas ainda não é melhor que o Barueri. O campeonato brasileiro é o mais difícil do mundo.

  5. 5 Daniel said at 09:09 on January 14th, 2010:

    não sei se o stoke city é melhor ou pior que o barueri, mas sei que não seria goleado


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